Steve Wozniak, co-fundador da Apple, declarou há dias que «Computers
are going to take over from humans, no question. (…) If we build these
devices to take care of everything for us, eventually they’ll think
faster than us and they’ll get rid of the slow humans to run companies
more efficiently.
».

Embora este seja um cenário trágico que
cada vez mais vozes antecipam, há algo de demasiado apelativo na
tecnologia que nos rodeia para deixarmos de a utilizar e, mais ainda, de
a desenvolver. Até porque esta previsão não tem de ser necessariamente
encarada como pessimista: se as máquinas nos substituem, podemos
dedicar-nos a outro tipo de actividades, não?

Há dias decidi fazer
uma breve lista de “analógico vs tecnológico” e apercebi-me de que
forma o admirável mundo novo já faz parte do meu quotidiano, sem dar
conta, em apenas 5 pontos:

1) Reservo as compras em loja física
apenas para bens alimentares e de mercearia (já nem as lentes de
contacto vou buscar à óptica!);

2) Todos os meus compromissos e to-dos estão registados numa app, que comunica com o telemóvel, o tablet e, claro, o browser;

3)
Sou ávida consumidora de música, mas concentro esse consumo em
plataformas de streaming, em podcasts e em sites como o bandcamp. E já
estou em countdown para a chegada do Netflix a Portugal;

4) Não
me lembro quando foi a última vez que comprei o jornal. Mas sei que as
únicas revistas que chegam a casa, comprei por assinatura feita on-line –
e acabo sempre por consultar mais a versão digital;

5) Ainda existem agências de viagens?

Regressando
a Steve Wozniak e à sua reflexão acerca da Inteligência Artificial e a
Internet of Things: por muito intimidante que seja o «Exterminador
Implacável» de Arnold Schwarzenegger, creio que não devemos temer um
futuro apocalíptico.

Pelo contrário, há que continuar a investir
na tecnologia de que dispomos, coloca-la ao nosso serviço e optimizar o
nosso tempo. Hoje em dia, com apps que nos ajudam a comunicar melhor com
o mundo, num futuro que se espera próximo com meios que contribuem para
o bem-estar da Humanidade.

Para já, vale a pena conhecer o Amazon Echo, o primeiro disposito de inteligência artificial e que eu quero ter em minha casa!

Copy de Isabel Leirós
Imagem unsplash.com